O diagnóstico de TEA é essencialmente clínico, feito a partir das observações da criança, entrevistas com os pais e aplicação de instrumentos específicos.
O diagnóstico é feito através de uma avaliação clínica, realizado por profissionais multidisciplinares.
O diagnóstico é realizado por profissionais especialistas preparados para indicar o melhor tratamento específico para cada criança.
A fisioterapia é a ciência da saúde que permite avaliar, diagnosticar, prevenir e tratar disfunções cinético-funcionais de órgãos e sistemas do corpo.
Através da avaliação fisioterapêutica, é possível compreender o desenvolvimento neuropsicomotor, com estudo dos marcos e aquisições motoras desde a primeira infância.
Dentro do processo são avaliados aspectos físicos de coordenação motora, capacidades proprioceptivas e perceptivas. São utilizados protocolos e testes específicos validados, possibilitando rastrear disfunções motoras e traçar de forma eficaz o plano de tratamento do indivíduo, bem como encaminhar e orientar sobre a utilização de órteses, dispositivos auxiliares de marcha e cadeira de rodas.
A avaliação do Serviço Social tem como objetivo conhecer a realidade social do avaliado. A acolhida junto a família, inicia a construção de vínculo, de referência e de confiança entre a família e a equipe multidisciplinar de avaliação diagnóstica. Esclarecendo acerca do processo de avaliação, sanando as dúvidas e sensibilizando a família quanto ao seu o papel nesse momento.
Durante a avaliação através da escuta qualificada, torna-se possível o uso das técnicas de acolhimento, questionamento, exploração, aprofundamento e apropriação do conhecimento visando entender quem é esse avaliado, fortalecendo os vínculos e entendendo as necessidades.
A realização de entrevista semiestruturada, permite a coleta de dados de forma sistemática, evidenciando as principais queixas; histórico de gestação; nascimento; genograma; aspectos socioeconômicos; renda familiar; condições de moradia; questões relacionadas à saúde; composição e dinâmica familiar. Sendo possível conhecer a realidade da família do avaliado, qual a sua rede de apoio e quais as principais demandas.
Nesse processo, caso seja identificada a necessidade de acesso a serviços ou uso de benefícios da rede de atendimentos, são fornecidas as orientações acerca das formas e possibilidades de acesso.
Para a Terapia Ocupacional, as ocupações, referem-se às atividades diárias que as pessoas realizam como indivíduos, em famílias e com comunidades para preencher tempo e trazer sentido e propósito à vida. As ocupações incluem atividades que as pessoas precisam, querem e se espera que façam” (WFOT, 2012a, p. 2). De acordo com esta definição a avaliação terapêutica ocupacional consiste em:
1) Mensurar o nível de independência e autonomia nas atividades da vida diária (AVDs), que são atividades diretamente relacionadas com o cuidado do próprio corpo tais como: banho, higiene pessoal, alimentação, vestuário e uso do vaso sanitário;
2) Mensurar o nível de independência nas atividades instrumentais da vida diária (AIVDs), que são atividades relacionadas com o meio no qual se vive, tais como: usar os sistemas de comunicação, mobilidade no entorno social, controle financeiro; cuidar e manter a saúde, limpeza e organização da casa, preparo de refeição, fazer compras entre outras;
3) Identificar presença de alterações no processamento sensorial considerando que os sentidos (visual, auditivo, tátil, gustativo, oral, vestibular e proprioceptivo) são a porta de entrada das informações do mundo externo para o cérebro;
4) Avaliar o brincar enquanto ocupação nos aspectos: material (com o que brinca), ação (como brinca), social (com quem brinca) e ambiente (onde brinca);
5) Identificar o perfil ocupacional do avaliado dentro do contexto que ele está inserido;
6) Analisar o desempenho ocupacional através da observação de tarefas relevantes, entrevista estruturada com o principal cuidador e aplicação de protocolos específicos;
7)Identificar fatores que podem estar afetando/impedindo competências de desempenho.
A avaliação psicológica é um processo técnico, científico e requer metodologias específicas, sendo compreendida como um processo amplo de investigação do funcionamento psíquico. Envolve a integração de informações provenientes de diversas técnicas como, entrevistas, escalas, observação do comportamento e testes psicológicos, no qual se conhece o avaliado e suas demandas.
Os testes psicológicos são instrumentos de avaliação ou mensuração de características psicológicas de uso privativo do psicólogo, que tem por finalidade avaliar as funções cognitivas apontando suas capacidades e dificuldades como forma de contribuir com o diagnóstico e intervenção.
Sendo assim, o objetivo da avaliação psicológica é avaliar e diagnosticar cada indivíduo, suas condições de interação, intelectuais e cognitivas, a fim de propor ações de habilitação e reabilitação para melhor qualidade de vida, respeitando a sua particularidade.
O fonoaudiólogo é o profissional da área da saúde que trabalha com os diferentes aspectos da comunicação humana, desenvolvimento do comportamento auditivo, sistema miofuncional orofacial e as funções neurovegetativas.. De um modo geral, existem dois tipos de procedimentos de avaliação fonoaudiológica: a observação comportamental e linguística da criança, em situações comunicativas espontâneas, e a aplicação de protocolos específicos.
A observação da criança em situações espontâneas é importante para que o fonoaudiólogo analise a linguagem como um todo e verifique a performance comunicativa que ela apresenta. Esse tipo de avaliação é mais subjetiva e pode ocorrer por meio de atividades lúdicas realizadas diretamente com a criança ou por meio da observação da interação da criança com o ambiente.
A avaliação por meio de protocolos é formal e direcionada. Normalmente, um protocolo possibilita verificar habilidades específicas de linguagem, níveis linguísticos e oferece parâmetros quanto ao desempenho esperado para cada faixa etária, com dados mais objetivos para a análise e acompanhamento do desenvolvimento de fala e linguagem infantil.
A neurologia é a especialidade médica que se dedica ao estudo, diagnóstico e tratamento das doenças que comprometem o sistema nervoso (cérebro, medula espinhal, raízes nervosas e nervos).
A avaliação neurológica compreende a anamnese e o exame físico/neurológico. Durante a anamnese são coletados dados referentes a: queixa principal, história mórbida atual, história mórbida pregressa (doenças associadas, doenças e cirurgias anteriores, internamentos), condições e hábitos de vida, história gineco-obstétrica (dados de nascimento e gestação, incluindo uso de álcool, medicamentos e substâncias ilícitas durante a gravidez), desenvolvimento neuropsicomotor (marcos do desenvolvimento como sustento cervical, sentar, engatinhar, andar, primeiras palavras, controle de esfíncteres) e história mórbida familiar (doenças na família, presença ou não de consanguinidade).
O exame físico ocorre em duas etapas: exame físico geral e neurológico. O exame neurológico varia de acordo com a idade do avaliado. Mas de modo geral serão avaliadas: função cortical superior (nível de consciência, orientação pessoal, tempo e espaço, atenção e concentração), julgamento (memória, linguagem), leitura, escrita, cognição, crânio (perímetro cefálico, fontanelas e suturas, deformidades, cicatrizes, catéter de DVP), coluna vertebral, pares cranianos, força muscular, tônus, trofismo muscular, reflexos superficiais e profundos, reflexos primitivos, sensibilidade, sistema autônomo e neurovascular, coordenação motora fina e ampla, equilíbrio estático e dinâmico, postura e marcha.
A avaliação Pedagógica tem como objetivo avaliar as competências, habilidades e dificuldades de aprendizagens. Pertinentes ao pleno desenvolvimento do indivíduo, pautadas no documento normativo da Base Nacional Comum Curricular – BNCC, são eles o histórico educacional e social; os estágios do desenvolvimento (Piaget); Guia Portage de educação pré-escolar; Entrevista Operativa Centrada na Aprendizagem – EOCA; interação social e comportamental; grafismo infantil; percepção temporal e espacial; elaboração conceitual; alfabetização e letramento (leitura, escrita, conhecimento lógico matemático). Aplicação do Teste de Desempenho Escolar – TDE II e análise dos resultados; Prova Operatória Piagetiana.
Um espaço de diagnóstico é um espaço de conhecimento, de saber.
Um espaço para entender no presente o que pode ser feito para melhorar o futuro.
Um lugar para planejar o cuidado, dar atenção ao que merece atenção.
Um espaço de avaliação entende potencialidades, prevê futuros melhores, cria futuros possíveis.
É o lugar certo para colocar as diferenças em cima da mesa, analisá-las, desmistificá-las, fazer do diverso o belo.
Fazer do amor crescimento.
Um espaço para ajudar a crescer: crianças, pais, profissionais.
Um lugar para ser inteiro ou, mais que inteiro, íntegro e integral.
recepcionista
O espaço estruturado com salas amplas proporciona conforto às pessoas que estão em processo de avaliação. As salas também são equipadas com materiais (equipamentos, jogos e brinquedos), utilizados para incentivar a interação entre o avaliador e o avaliado.






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